quinta-feira, 26 de maio de 2011

Bandeira da União Europeia


União Europeia e a entrada de Portugal

Portugal embora não tenha participado na IIª. Guerra Mundial (1939-1945), não deixou de estar envolvido nos movimentos que lhe sucederam no sentido de se criarem na Europa organizações de cooperação entre os vários Estados. A manutenção das suas colónias de Portugal em África, Ásia e Oceânia rapidamente se tornaram num obstáculo a esta cooperação, acabando por isolar progressivamente o país no contexto internacional. A partir dos anos 60 a situação tornou-se insustentável. A manutenção das colónias, com tudo o que elas implicaram, representou um obstáculo brutal ao desenvolvimento numa fase de expansão económica do mundo ocidental.  
NATO.  Portugal, em 1949, foi um dos países fundadores desta organização de defesa. A manutenção das colónias exigia um reforço das alianças militares com as grandes potências mundiais do mundo ocidental.
OECE/OCDE.  Os países europeus que aceitaram a ajuda americana após a guerra, em 1948 criam a OECE, para coordenarem a aplicação deste auxílio. Países que participaram: Portugal, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Itália, Alemanha Federal, Reino Unido, Áustria, Suíça, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Grécia, Turquia, Irlanda e depois a Espanha (1959)
EFTA.  No final dos anos 50, os países que não haviam estado na criação da CEE, fundam a EFTA. Países que participam: Portugal, Reino Unido, Suécia, Noruega, Dinamarca, Suíça, Áustria e mais tarde a Finlândia e Islândia. 
CEE.  A CEE foi formalmente criada, em 1957, por seis países. Foi o culminar da cooperação económica que haviam desenvolvido após a guerra. O seu sucesso levou à adesão posterior de outros países, como a Grã-Bretanha. Portugal, seguiu de perto esta organização, reforçando no princípio dos anos 70 as suas ligações económicas. A adesão de Portugal estava posta de parte, devido ao facto do seu regime político ser uma ditadura.    
O derrube da ditadura, a 25 de Abril de 1974, marcou uma profunda mudança em todo o país, um dos mais pobres em toda a Europa. A longa guerra colonial (1961-1974), absorveu a maior parte dos recursos económicos e humanos do país condicionando de forma brutal o seu desenvolvimento. Foi por isso que o fim do "Império Colonial" (1974/75) só por si implicou uma verdadeira revolução:  
Economia. Estava dependente das colónias, o seu fim implicava uma completa reorganização da economia. Muitas das grandes empresas do país encerraram, sectores económicos inteiros entraram em ruptura. O desemprego não tardou a subir. 
População. O fim das colónias implicou o regresso de cerca de um milhão de pessoas. As guerras civis que depois se desencadearam em Angola, Moçambique, Timor e Guiné-Bissau trouxeram para Portugal até aos anos 90, centenas de milhares de refugiados. A população tornou-se mais heterogénea, contribuindo para agravar os problemas sociais já existentes.
Estado. O aparelho de Estado, com uma vasta organização para dirigir o Império Colonial, entrou em colapso. Não tardou em ser assaltado vários grupos profissionais que se apropriaram das suas estruturas para manterem privilégios ou criarem outros. A cultura parasitária, típica do Estado colonial, persistiu embora sob novas formas.
Finanças Públicas. A inflação neste período chegou a atingir valores superiores a 29%. O escudo foi desvalorizado várias vezes. As finanças públicas estiveram à beira da bancarrota. Por duas vezes Portugal foi obrigado a negociar um acordo com o FMI (1977 e 1983).      
A conflitualidade social neste período  foi sempre muito intensa. É neste quadro que surge a opção Europeia e em particular o pedido de adesão à CEE (1977). Tinha em vista atingir três objectivos:  a Evitar o isolamento do países)  Obter apoios externos para consolidar o regime democrático
 Conseguir ajudas económicas para relançar a economia e fazer as reformas necessárias no país;   
Embora a situação do país fosse pouco favorável, em dez anos de democracia registaram-se enormes progressos em todos os indicadores sociais e nas infra-estruturas. O balanço era francamente positivo.

União Europeia

Países
A União Europeia  (UE), anteriormente designada por Comunidade Económica Europeia  (CEE),  Comunidade Europeia  (CE) e Mercado Comum Europeu  (MCE), é uma união supranacional económica e política de 27 Estados-membros, estabelecida após a assinatura do Tratado de Maastricht, a 7 de Fevereiro de 1992, pelos doze primeiros países da antiga CEE, uma das três Comunidades Europeias.
A União Europeia é uma formação de um novo tipo de união entre Estados pertencentes à Europa. Enquanto instituição, passou a dispor de personalidade jurídica após o início da vigência do Tratado de Lisboa. Possui competências próprias, tais como a Política Agrícola Comum, a Política Comum das Pescas, entre outros. Estas competências são partilhadas com todos os Estados-membros da União Europeia. Trata-se de uma organização que combina o nível supranacional e o nível institucional num campo geográfico restrito com o papel político próprio sobre os seus Estados-membros.
O Tratado de Paris, assinado em 1951, estabeleceu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, e os Tratados de Roma, assinados em 1957, instituindo a Comunidade Económica Europeia e a Comunidade Europeia da Energia Atómica ou Euratom, foram assinados por seis membros fundadores:  Alemanha,  Bélgica,  França,  Itália,  Luxemburgo e Países Baixos. Depois disto, a UE levou a cabo seis alargamentos sucessivos: em 1973,  Dinamarca,  Irlanda e Reino Unido; em 1981,  Grécia; em 1986,  Portugal e Espanha; em 1995,  Áustria,  Finlândia e Suécia; a 1 de Maio de 2004,  República Checa,  Chipre,  Eslováquia, Eslovénia,  Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia,   Malta e Polónia; a 1 de Janeiro de 2007,  Bulgária e Roménia.
Em 1972 e 1994, a Noruega assinou também tratados de adesão à União Europeia. No entanto, nas duas ocasiões, através de referendos, a população norueguesa rejeitou a adesão do seu país. À população helvética foi também proposta a adesão do país à União, mas foi rejeitada através de referendo popular em 2001.
A Croácia, a Turquia, a República da Macedónia e a Islândia são os Estados candidatos à adesão à UE. As negociações com os três primeiros países iniciaram-se oficialmente em Outubro de 2005, mas ainda não há uma data de adesão definida - o processo pode estender-se por vários anos, sobretudo no que concerne à Turquia, contra a qual há forte oposição da França e da Áustria. Quanto à Islândia, formalizou em Julho de 2009 a sua candidatura, e caso as negociações sejam bem sucedidas realizar-se-á um referendo para que a adesão se possa efectivar. A primeira-ministra islandesa Jóhanna Sigurðardóttir é uma das principais vozes favoráveis à integração na UE, que se seguirá à pior crise orçamental da história do país.


União Europeia

História

O século XX foi tragicamente marcado pela ascensão e posteriormente pela queda das ideologias totalitárias. Já no terceiro milénio, a união voluntária dos povos europeus continua a ser o único grande esforço colectivo inspirado por um ideal que consiste em superar os conflitos do passado e em preparar o futuro conjuntamente. Afirma-se actualmente como a única resposta credível face aos riscos e às oportunidades criados pela globalização crescente da economia mundial.
Como qualquer história, a da União Europeia teve os seus momentos fortes e as suas datas simbólicas. Sete delas merecem ser recordadas, já que contribuíram para a construção da Europa actual e são igualmente essenciais para o futuro do continente europeu.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Trabalho Individual

TRABALHO INDIVIDUAL 

Agora vai entrevistar os teus familiares com mais de 45 anos.  
Para fazeres as entrevistas guia-te pelas seguintes perguntas/tópicos.  

Alimentação
 -Qual era a base da alimentação?
R: A base da alimentação era tudo o que a casa dava como por exemplo: feijão, hortaliças, cebolas, batatas e carne de porco.  
-Onde eram feitas as compras?
R: As compras eram feitas em pequenas mercearias locais. 
-Preços?
R: Os preços eram razoáveis mas havia pouca gente a comprar.   

Moda 
-Onde se comprava a roupa?
R: A roupa comprava-se nas feiras, pronto a vestires ambulantes, havia gente que fazia a sua própria roupa e muita gente mandava fazer às costureiras as suas roupas.  

- Quanto durava um casaco? E um par de sapatos?
R: O casaco durava até deixar de servir e mesmo assim ficava para o irmão mais novo e os sapatos era até romper.  

- Quem ditava a moda?
R: Quem ditava a roupas eram costureiras e alfaiates.
Namoros 
Como se namorava?
R: Namorava-se há janela e quando estavam juntos tinham sempre alguém a vigiar.
  - Diferenças entre a vida dos rapazes e raparigas?
R: As raparigas não tinham liberdade e os rapazes tinham mais liberdade que as raparigas porque elas tinham sempre que fazer em casa.
- Quais eram os divertimentos?
R: Os divertimentos  eram: o esconde-esconde, á macaca, cabra-cega, aos ganhotes, ao pião, á malha, baile ao domingo.

Saúde 
Onde se ia quando se ficava doente?
R: Quando se ficava doente curava-se com chás, com xaropes caseiros e em caso de urgência o médico ia a casa. 
- Vacinas? 
R: As vacinas eram as enfermeiras que davam e iam ás escolas primárias.
- Mais ou menos doenças?
R: As doenças eram o sarampo, a papeira, a rubéola, a febre de malta , a menijite.
Escola 
 -Como era a escola?
R: A escola eram frias, não tinham aquecimentos, não tinham casas de banho, o quadro era a giz, não haviam cadernos mas sim uma pedra de lousa onde se faziam os trabalhos de casa.
 -Como eram os professores? Como castigavam?
 R: Os professores eram exigentes e maus e eram bons professores.
- O que era preciso para passar de ano?
R: Para passar de ano era preciso saber a matéria. 
- Quem seguia os estudos? 
R: Quem seguia os estudos era quem tinha possibilidades.
- Eram da Mocidade portuguesa? Como era?
R: A mocidade portuguesa portuguesa era toda unida e davam-se todos bem. 

Tempos livres 
– Tinham férias? Onde iam de férias?
R: Não havia férias. As férias eram passadas a ajudar os pais e a cuidar dos animais e dos irmãos mais novos.  
- Tinham fins-de-semana?
R: Os fins-de-semana era apanhar a azeitona e a amêndoa.
-O que costumavam fazer?
R: Costumavam ajudar os pais. 


Transportes 
– Como iam para o emprego? 
R: Iam para o emprego a cavalo ou a pé.
-Como eram os transportes?
R: Os transportes era a cavalo, burro e a pé.
Emprego 
– Tinham subsídios?
R: Não havia subsídios.   
-Tinham assistência?
R: Não havia assistência. 
-Com que idade começaram a trabalhar?
R: Começaram a trabalhar a partir dos 12 anos. 
-Alguém emigrou? Para onde e porquê?
R: Sim, houve gente que emigrou. Emigraram para Luxemburgo, França, Espanha, Brasil, Canadá, África, Austrália e para o resto do mundo.
Guerra 
– Alguém foi à Guerra? 
R: Sim.
Comunicação social 
- Como sabiam o que se passava no país e no mundo?
R: Sabiam-se pela telefonia.  
- Notavam que havia censura?
R: Sim.  


25 de Abril de 1974 
-Como foi viver o 25 de Abril de 1974?
R:  Houve mais liberdade em todos os aspectos.
-Como sentiram o dia 25 de Abril?
R: Sentiram-se livres. 
-O que mudou?
R: Mudou tudo para melhor como a liberdade de expressão, os governos e a justiça. 

NOME DO ENTREVISTADO: Eugénio e Fernanda 
DATA DE NASCIMENTO: 3/04/1961 e 20/09/1970 
LOCAL:
Em casa 



sábado, 12 de março de 2011

O Holocausto Nazi

O Holocausto Nazi


Holocausto Nazi consistiu em por em prática um plano de genocídio da população Judaica.
Em 1933 a vida dos Judeus era normal e estável, ou seja, iam à escola, brincavam, iam ao teatro, cinema, tinham os seus negócios e tudo que um cidadão alemão fazia.
No mesmo ano, em 30 de Janeiro,  Hitler chega ao poder como Chanceler da Alemanha. Ressentido pela humilhação do Tratado de Versalhes, pois a Alemanha foi obrigada a pagar elevadas indemnizações, a perder as colónias, não podia possuir exército e nem qualquer tipo de fortificações e, como qualquer outro país, estava em dificuldades depois da Depressão,  Hitler prometeu "rasgar" o Tratado e acreditava na superioridade da raça Ariana .

Com a subida de Hitler ao poder estava instalada na Alemanha uma ditadura absoluta, que era alimentada por uma ideologia nazi racista (só existe uma raça superior - a raça ariana . As outras raças eram um factor de perturbação na sociedade e haveria que destruí-las ou então teriam de servir a raça superior), com isto começa uma perseguição aos Judeus.


As SS haviam sido criadas como guarda pessoal de Hitler e seriam a vanguarda do movimento nazi para confirmar o povo alemão como raça superior. O chefe das SS  (Himmler) pediu aos alemães que seguissem as teorias genéticas nazis e melhorassem a raça. O Estado concedia empréstimos para encorajar os casais a terem mais filhos e as mães com muitos filhos recebiam medalhas.
Os judeus começam por ser obrigados a registarem-se e a usar uma ligadura com uma estrela de David amarela no braço, para não se confundirem com a raça Alemã e para mais facilmente serem identificados.
Pelas ruas Alemãs vêem-se as primeiras frases contra os judeus como: "Nicht für Juden", (interdito a judeus) ou "porcos Judeus". Estes vêem a sua vida a entrar num beco sem saída, pois são constantemente perseguidos, humilhados e mal tratados na rua. Por exemplo, os alemães iam buscar raparigas judias a casa e obrigavam-nas a esfregar as ruas, escolhiam homens ao acaso e espancavam-nos à frente de todos os Alemães, que se limitavam a assistir.
Os judeus que tinham possibilidades tomavam as devidas precauções para conseguir sair do país. Quanto aos outros teriam que se sujeitar ao domínio de Hitler.


Em 1933/35 são publicadas as leis raciais e são retiradas as lojas e negócios aos judeus, os médicos são proibidos de exercer a sua profissão, nenhum judeu pode ter um cargo político e é lhes retirado o direito de cidadão, ou seja, não são considerados cidadãos alemães.




Em 1938 dá-se a "Kristallnacht", (Noite de Cristal), mais de 200 sinagogas são destruídas, 7500 lojas fechadas, 30 000 judeus do sexo do masculino enviados para campos de concentração. Neste mesmo ano, foram construídos os primeiros ghettos na Alemanha, onde isolavam os judeus do mundo exterior (separados por um muro). Cerca de 600 000 judeus morreram em ghettos com fome e doenças.
Hitler decide então começar a eliminar em maior número os judeus. Para isso os Einsatzgruppen capturavam e levavam os judeus para valas, onde eram obrigados a despirem-se, para em seguida serem mortos a sangue frio. Nestes momentos a dor, o choro, os gritos e os tiros misturavam-se no ar . É então que em 1941 se encontra a "Solução Final".




Os Judeus eram capturados e levados em comboios para os campos de concentração. O que ficou mais conhecido foi o de Auschwitz. Mas muitos deles não conseguiam chegar com vida, pois morriam com doenças e fome, porque a viagem era muito longa e as condições higiénicas não eram as melhores, visto que viajavam em vagões para o gado, apinhados e só havia um balde para as necessidades. Não havia água nem alimentos. Com isto muitos judeus morriam ou adoeciam. Quanto aos outros (aqueles que aguentavam a viagem) não sabiam para onde iam nem o que os esperava embora lhes tivesse sido dito quando embarcaram nos comboios que iam emigrar para trabalhar no Leste da Europa.




Chegados aos campos eram separados por filas de mulheres, outras de homens e de crianças. Aqueles que estavam em condições 
físicas iriam trabalhar, (pensando que iriam sobreviver), os outros seriam imediatamente mortos. Os judeus eram levados para as câmaras de gás, onde se despiam e em seguida eram mortos com gás. Depois os corpos eram queimados em crematórios ou então faziam-se algumas atrocidades, como: utilização da pele para candeeiros ou experiências médicas com as crianças.